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O que fazer quando você acaba se perdendo? Kenzo um dia andando de metrô acaba se perdendo e levado pela SAP(Síndrome dos Achados e Perdidos) ele fica confinado com pessoas que como ele se perderam a um tempo ou recentemente e que esperam serem encontradas e resgatadas, lá Kenzo acaba se conectando com essas pessoas e vendo que se perder acaba sendo também uma parte da vida e junto com Pedro um residente do SAP a mais de 1 ano vê que as vezes a gente precisa se perder pra se encontrar.

Ao longo que sente a dor de ser perdido, Kenzo começa a perceber que mesmo num lugar que nunca pensou estar não está totalmente em decadência, tem uma certa beleza em se perder assim como felicidade e alegria é como ver a vida de outro modo, de outro ponto, ele percebe que nem sempre se perder quer dizer fracasso ou regresso e é apenas outra parte da vida para que você consiga ressignificar e seguir em frente novamente. 

Achados e Perdidos brinca com um local que pega em todos nós, quem nunca esperou ser encontrado? Quem nunca se viu perdido? Com o SAP ele coloca todos os perdidos em um lugar físico onde esperam serem resgatadas ou serem esquecidas de vez, mas isso não quer dizer que é realmente o fim, vemos de uma forma leve que muitas pessoas se perdem de várias maneiras e que esperam em muitas vezes uma luz ou algo que os puxe pra cima quando na verdade em muitos casos somente ela pode se retirar desse lugar. 

Mario Oshiro e Dominic Amaral fazem uma reflexão de forma inteligente, leve e divertida que te leva a lugares íntimos e te conecta com os personagens, sendo uma leitura instigante e que nos surpreende ao longo do caminho, Achados e Perdidos é felizmente uma obra nacional de volume único que está disponível na amazon. 

Sinopse: Certo dia, ao pegar o metrô, Kenzo se dá conta de que está perdido e não sabe mais quem é, onde está ou o que deveria ser. A SAP – Síndrome dos Achados e Perdidos – o arrasta para uma realidade absurda, na qual pessoas são tratadas como objetos extraviados em uma São Paulo distópica. Cadastrado em um sistema e descrito como “falso magro de barriguinha saliente e nariz de batata”, ele é levado a um depósito onde aqueles que perderam o próprio sentido de existir ficam armazenados. É lá, entre corredores frios e esquecidos, que Kenzo conhece Pedro, perdido há um ano. Unidos pela solidão esmagadora da cidade, os dois se conectam em um romance improvável que traz de volta um sentido em meio ao caos. Entre pequenas escapadas clandestinas à superfície e momentos de riso melancólico, Kenzo e Pedro tentam reinventar o significado de estarem “perdidos” — até que uma notícia inesperada ameaça virar tudo de cabeça para baixo.  

Você pode ler esse quadrinho em: 

  • Amazon ( Versão em português)

Veja também nossa matéria sobre onde ler as obras que postamos aqui.

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