Umibe no Étranger – Mangá
Ler Umibe no Étranger foi uma experiência bem silenciosa, quase contemplativa. Não é um mangá que grita sentimentos; ele sussurra. A história avança devagar, com muito espaço para o não dito, para os olhares e para aquilo que os personagens não conseguem colocar em palavras.
O que mais me marcou foi como o mangá trata a solidão. Os personagens não são idealizados; eles carregam inseguranças, traumas e uma dificuldade real de se conectar. Nada ali parece forçado ou romantizado demais. É tudo muito humano às vezes desconfortável, às vezes bonito, muitas vezes melancólico.
A ambientação à beira do mar ajuda muito nesse clima. O cenário transmite calma, mas também isolamento, como se o mar fosse um reflexo do que os personagens sentem por dentro: vasto, silencioso e cheio de coisas escondidas. A arte é simples, mas expressiva, e combina perfeitamente com o tom da história.
Não é um mangá para quem procura grandes reviravoltas ou romance intenso o tempo todo. É para quem gosta de histórias intimistas, que falam sobre se permitir sentir, sobre crescer emocionalmente e aprender a aceitar o afeto, mesmo quando isso assusta. Umibe no Étranger não tenta convencer ninguém de nada. Ele apenas existe, com delicadeza, e deixa que o leitor tire suas próprias conclusões. E talvez seja exatamente por isso que ele permanece na cabeça mesmo depois de terminar a leitura.

Sinopse: Há 3 anos, eles se encontraram à beira da praia de uma ilha isolada em Okinawa. Shun Hashimoto, gay, iniciando sua carreira como escritor, se interessa por Mio Chibana, um colegial que passa seu tempo de forma apática, e o chama para sair. Com o passar dos dias eles foram se aproximando cada vez mais, porém Mio teve que se afastar da ilha. Após 3 anos, Mio retorna à ilha e pressiona Shun dizendo “Pensei durante 3 anos. Mesmo sendo um homem, eu gosto de você.” Mas Shun, por sua vez, quando finalmente pode se tornar namorado de Mio, não consegue dar o próximo passo e…

Você pode ler esse manhwa em:
- Newpop ( Versão em português)
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